sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Novena do Natal - BOAS FESTAS - Alentejo Ronda dos Quatro Caminhos


Boas Festas (REIS) 
(Popular – Alentejo) 

Uma estrela se foi pôr 
Em cima de uma cabana 
A cabana era pequena 
Não cabiam todos três 
Adoravam o Menino 
Cada um de sua vez 

Abram-se lá essas portas 
Inda não estão bem abertas 
Que nasceu o Deus Menino 
Vou-lhe dar as Boas Festas 

Boas Festas, meus senhores 
Boas Festas lhes vou dar 
Que nasceu o Deus Menino 
Alta noite de Natal 

Alta noite de Natal 
Noite de Santa Alegria 
Que nasceu o Deus Menino 
Filho da Virgem Maria 

Senhora dona de casa 
Deixe-se estar que está bem 
Mande-nos dar a esmola 
Por essa Rosa que aí tem... 

LUGAR AO SUL: as nossas coisas, a nossa gente… e o melhor da música e da poesia de Portugal! 
(autor: Rafael Correia) 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Novena do Natal OH BENTO AIROSO Miranda do Douro . Navegante







Oh, bento airoso,

O Mistério Divino
,
Encontrei a Maria

À beira do rio,

Lavando os cueiros

Do bendito Filho.


Oh, bento airoso,

o Mistério Divino 

Maria lavava,

São José estendia,

O Menino chorava,

C’o frio que fazia.


Oh, bento airoso,

o Mistério Divino,

Calai, meu Menino,

Calai, meu amor,

que as vossas verdades

Me matam com dor.




quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Novena do Natal Canções ao Menino - O MEU MENINO É D'OIRO - Coimbra




O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino
Não façam caso
Que é pequenino
Não façam caso
Que é pequenino

O meu menino é d'oiro
D'oiro fagueiro
Hei-de levá-lo
No meu veleiro
Hei-de levá-lo
No meu veleiro

Venham aves do céu
Pousar de mansinho
Por sobre os ombros
Do meu menino
Do meu menino
Do meu menino

Venham comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino
No meu trenó
Levo o menino
No meu trenó

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Uma Canção por Dia SOU GALEGO - "Da Galiza até ao Mondego"

Cançom ‘Sou Galego’ de Paulo Bragança.
Letra:
Das terras da Rosalia às terras de Miguel Torga
percorre o ar a cantiga que todo o povo recorda,
das Beiras a Trás-os-Montes, dos rios Mondego ao Minho
o perfume da Galiza, de giesta e flor de pinho.
Mil anos do mesmo sangue num passado sem fronteiras,
o fumo das chaminés nas memórias das aldeias;
gaita de foles Galega, Adufeiras da Idanha.
Cantamos em Mirandês, lingua que não nos é estranha.
Sou Galego, ai, sou Galego,
sou Galego até ao Mondego,
moiro escuro t’arrenego
da Galiza até ao Mondego.
Vindimamos o suor por tradição e castigo;
são irmãs no seu destino, rias de Aveiro e de Vigo.
E há tanto calor humano ao redor de uma fogueira,
à lareira vinho tinto, requeijão, broa caseira.
E a guitarra de Coimbra, gaita de foles Galega
são os sons da nossa alma aos quais o Norte se apega;
caminhos de Santiago, trilhos, veredas, clareiras,
cantamos ao desafio ao fim da tarde nas eiras.
Sou Galego, ai, sou Galego,
sou Galego até ao Mondego,
moiro escuro t’arrenego
da Galiza até ao Mondego.
Sou Galego, ai, sou Galego,
sou Galego até ao Mondego,
moiro escuro t’arrenego
da Galiza até ao Mondego.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Um Instrumento por Semana TAMBORIL E FLAUTA













Fonte:http://www.gaitadefoles.pt/tocardeouvido/2007/flautatamborileiro.htm


A Flauta de Tamborileiro, em Trás-os-Montes e no Alentejo
O tamboril e flauta, tocados por uma só pessoa, num conjunto instrumental unitário e coerente, é, em Portugal, uma forma rara e pouco representativa, que existe, pelo menos actualmente, como vimos, apenas em duas regiões delimitadas e afastadas uma da outra: em algumas aldeias raianas de Terras de Miranda, no Leste trasmontano, como elemento instrumental fundamental das festas em que têm lugar — Danças de Pauliteiros, dos Velhos, Festas de Rapazes, Presépios de Natal, ofícios e certas outras solenidades religiosas —, a par ou em lugar da gaita-de-foles, em funções de nítido carácter cerimonial e até litúrgico, e também em funções profanas e lúdicas, fiadeiros e outras diversões avulsas e acontecimentos de menor vulto, ao serviço da velha música característica dessa zona; e na faixa alentejana além Guadiana, associado às festas religiosas patronais ou principais das várias localidades, aí apenas em funções cerimoniais qualificadas, servindo uma curta fórmula musical puramente ritual, que nada tem que ver com a música corrente da região. Em cada uma delas, ele mostra certos caracteres comuns, e, por outro lado, diferenças muito sensíveis.
Foto: O Tamborileiro Virgílio Augusto Cristal a tocar na Eira para um grupo de bailadores.

O pífaro, como instrumento deste conjunto — a flaita ou gaita —, é, como dissemos, um tipo de flauta doce, com fenda em bisel, por onde se sopra, e com três furos no topo oposto: dois na face superior, para o indicador — normalmente da esquerda —, e um na inferior, para o polegar; o instrumento segura-se e toca-se com essa mesma mão, firmado na boca e, no outro topo, pelo polegar e pelos dedos mínimo e anelar dessa mão.
O tamborileiro António Maria Cuco (Santo Aleixo da Restauração) - foto: "Instrumentos Musicais  Populares Portugueses", Gulbenkian, 2000.

No Alentejo, ele tem, para esse efeito, umas pequenas molduras apropriadas, onde encaixam estes dedos: o mínimo por baixo e o anelar por cima. Em Trás-os-Montes, onde tais molduras não existem, o mínimo apenas ampara o pífaro de topo. O tamboril vai suspenso desse mesmo braço, por uma pequena correia, e é batido com a baqueta única, empunhada pela mão direita. Os tamboris e flautas dos tamborileiros trasmontanos, a despeito do seu uso cerimonial, nenhum carácter colectivo possuem.

O tamboril é, de um modo geral, um tambor pequeno, que, num sentido preciso, mostra bordões sobre ambas as peles, embora se toque só numa delas, como as caixas. Ele aparece nestes termos em Trás-os-Montes, na faixa fronteiriça de Rio de Onor e Terras de Miranda, e é mesmo muitas vezes uma mera caixa, à qual se aplicaram bordões nos dois lados.

Em Rio de Onor, o tamboril acompanha a gaita-de-fole nas mesmas ocasiões em que esta se usa, e toca-se em posição horizontal, com duas baquetas, ambas sobre a mesma pele; em Terras de Miranda, onde ele é muito popular e de especial agrado do povo, ele toca-se de igual maneira, com grande maestria, geralmente a acompanhar a dança, com o bombo, a gaita, a fraita, os ferrinhos, castanholas e «carracas» (conchas de vieiras); mas muitas vezes tocam-no mesmo sozinho, sem acompanhamento de qualquer outro instrumento, podendo as pessoas dançar horas sem fim, apenas com o seu rufar.


Extraído e adaptado do livro "Instrumentos Musicais Populares Portugueses", de Ernesto de Oliveira e Benjamim Pereira, Gulbenkian, 2000.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Uma Canção por Dia 13/12 AO ROMPER DA BELA AURORA Alentejo - Brigada Victor Jara

Gosto de quem canta bem
Que é uma prenda bonita
Não empobrece ninguém
Assim como não enrica

Ao romper da bela aurora
Vem um pastor da choupana
Vem gritando em altas vozes
Muito padece quem ama

Muito padece quem ama
Mais padece quem namora
Vem um pastor da choupana
Ao romper da bela aurora 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Uma Canção por Dia 12/12 TERRA DOS BRAVOS Açores - Os Panteras


Eu fui à terra do bravo Bravo meu bem
Com o meu vestido vermelho
O que eu vi de lá mais bravo Bravo meu bem
Foi um mansinho coelho

As ondas do mar são brancas Bravo meu bem
E no meio amarelas
Coitadinho de quem nasce Bravo meu bem
P’ra morrer no meio delas

Eu fui à terra do bravo Bravo meu bem
Com meu vestido amarelo
Amor de fora terra Bravo meu bem
Tenho medo que me pelo

Eu fui à terra do bravo Bravo meu bem
Vestida de azul escuro
Amor de fora terra Bravo meu bem
Nem é firme nem seguro

Eu fui à terra do bravo Bravo meu bem
Para ver se embravecia
Cada vez fiquei mais manso Bravo meu bem

Para tua companhia